Gestão do negócio

Como organizar o cadastro de clientes sem sistema caro: os campos que importam e a rotina

Resposta rápida

Um cadastro de clientes que funciona guarda poucos campos bem preenchidos: nome, telefone, e-mail, como chegou, o que comprou e quando, e uma observação livre. Ele é alimentado no momento do atendimento, e não depois, e tem uma pessoa responsável por mantê-lo. Sistema caro não resolve cadastro mal feito; uma lista simples bem mantida vale mais do que um software com campos vazios.

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O que você vai encontrar neste artigo

· · Leitura de 5 min

Como organizar o cadastro de clientes sem sistema caro

Em resumo

  • Bastam sete campos: nome, telefone, e-mail, de onde veio, o que comprou, quando e uma observação.
  • O cadastro é alimentado durante o atendimento, não em uma tarde de organização.
  • A LGPD pede finalidade, segurança e o direito de o cliente sair da lista.

Para que serve o cadastro de clientes

Para três coisas que dão dinheiro. Saber quem comprou o quê, para oferecer o que faz sentido. Lembrar de quem sumiu, para chamar de volta. E atender qualquer cliente como se fosse conhecido, mesmo quando quem atende é novo. Sem cadastro, o negócio recomeça do zero a cada conversa, e depende da memória do dono.

Ele também é a base da cobrança, do contrato e da nota fiscal, que precisam dos dados do cliente na hora certa.

Os campos que importam e os que atrapalham

CampoPara quêRegra
Nome como o cliente quer ser chamadoAtendimentoO nome de tratamento, não o de documento, salvo para nota
Telefone com DDDContato e identificaçãoUm número principal; é a chave do cadastro
E-mailNota, contrato, comunicaçãoSó se o cliente usa
OrigemSaber de onde vem clienteIndicação, busca, rede social, passou na porta
Compras e serviços, com data e valorOferta certa e reativaçãoAlimentado a cada venda
Última interaçãoSaber quem sumiuData do último contato ou compra
Observação livreContexto humanoPreferências, restrições, o que não fazer
CPF, endereço, data de nascimentoSó quando necessárioNota, entrega, aniversário; senão, não pedir

Cada campo a mais é um campo que não vai ser preenchido. Cadastro com trinta campos e cinco preenchidos é pior do que cadastro com sete campos cheios. Comece pelo mínimo e acrescente só o que alguém usa.

Como manter o cadastro vivo

  1. Registre no atendimento. A primeira mensagem, a primeira visita, o primeiro pedido: é ali que o cadastro nasce.
  2. Use o telefone como chave. Duas fichas para o mesmo cliente é o erro que mais confunde.
  3. Anote o que foi vendido no mesmo momento da venda, com data e valor.
  4. Uma pessoa é dona do cadastro, mesmo que todos alimentem. Ela revisa duplicados e dados incompletos uma vez por mês.
  5. Marque quem pediu para não receber mensagem. Respeitar isso é lei e é reputação.

O que a LGPD exige de um cadastro pequeno

  • Finalidade: guardar o dado para atender, vender e cobrar, e usar só para isso.
  • Mínimo: não pedir o que não vai usar. CPF sem nota, endereço sem entrega, data de nascimento sem aniversário são dados a mais.
  • Segurança: cadastro em planilha aberta no celular de todo mundo não é seguro. Acesso por pessoa, com senha.
  • Saída: o cliente pode pedir para ser apagado ou para parar de receber mensagem, e o pedido precisa ser atendido.
  • Transparência: se o cliente perguntar o que a empresa guarda sobre ele, a resposta precisa existir.

Planilha, agenda do celular ou sistema: quando cada um serve

A agenda do celular serve enquanto o negócio é uma pessoa e o cadastro é nome e telefone. A planilha serve quando entram compras e datas, com uma pessoa alimentando. O sistema entra em três casos. Quando mais de uma pessoa atende. Quando a venda acontece em canais diferentes: balcão, mensagem, entrega. E quando o cadastro precisa conversar com a cobrança e a agenda. O critério é o retrabalho. Quando o mesmo dado é digitado em dois lugares, o sistema se paga.

O que não serve em nenhum estágio: o cadastro dentro das conversas do WhatsApp de um celular. Ele some com o aparelho e não pode ser consultado por ninguém além de quem segura o telefone.

O que uma planilha de 4.754 clientes nos ensinou

Uma clínica veterinária nos mandou a lista de clientes exportada do sistema dela, para juntar com os contatos que já chegavam pelo WhatsApp.

Três problemas apareceram antes de importar:

  • O nono dígito. O WhatsApp guardava o celular sem o 9, e a planilha tinha o 9. Importando direto, cerca de 2.300 clientes teriam ficado em dobro.
  • Telefone repetido. 132 números apareciam em cadastros diferentes, de famílias que usam o mesmo celular.
  • Nome igual. Um cliente, um grupo de resgate de animais, tinha 379 pets. Sem o código da clínica ao lado do nome, "Nina, Nina, Nina" não dava para separar.

No fim, entraram 2.076 contatos novos e 2.347 que já existiam ganharam os dados da planilha, sem nenhuma duplicata.

Antes de importar qualquer lista, confira como o telefone está escrito nos dois lugares.

Como isso entra no seu controle do dia a dia

O cadastro é a peça que liga tudo. A venda vira uma linha no histórico do cliente. A cobrança usa o telefone e o e-mail dali. A nota usa os dados fiscais. A agenda mostra quem tem hora amanhã. Um controle que cria a ficha na primeira conversa, e a completa a cada pedido, faz o cadastro existir sem virar tarefa separada.

O sinal de que está funcionando é este. Quem atende aquele cliente pela primeira vez abre a ficha. E já sabe o que ele comprou da última vez, antes de ele contar.

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Perguntas frequentes

Preciso pedir CPF do cliente?
Só se precisar emitir nota com CPF ou para crédito. Fora disso, é dado a mais, e a LGPD pede o mínimo necessário.
Posso mandar mensagem para quem está no cadastro?
Para cliente com quem já há relação, comunicação sobre o serviço e ofertas relacionadas costumam ser aceitas. Quem pedir para parar precisa ser atendido, e a lista de quem saiu precisa ser respeitada.
Qual é a chave do cadastro?
O telefone com DDD. É o dado que o cliente usa para falar com o negócio e o que evita fichas duplicadas.
Com que frequência limpar o cadastro?
Uma revisão mensal de duplicados e dados incompletos, feita por uma pessoa responsável, mantém a lista útil.
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