Atendimento IA

Quando o agente não entende o que o cliente quis dizer

Resposta rápida

Não entender é normal e não é o problema. O problema é o que o agente faz depois: se ele chuta, cria confusão; se pede para reformular, transfere a culpa para o cliente. Existe um terceiro caminho, e ele resolve quase todos os casos com uma frase.

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O que você vai encontrar neste artigo

· Leitura de 5 min

O que fazer quando a IA não entende o cliente

Em resumo

  • Nunca peça para o cliente reformular. Isso soa como culpa dele.
  • Chutar é pior que admitir. Resposta confiante sobre a pergunta errada gera duas conversas.
  • A saída é responder o mais provável e confirmar na mesma mensagem.

Por que ele se perde

SituaçãoExemplo
Abreviação pesada"vc fz isso msm?"
Gíria regionalTermo que só existe na sua cidade
Pergunta pela metade"e o outro?" sem contexto
Nome interno do produtoCódigo que só a sua empresa usa
Áudio com ruídoTranscrição vem incompleta
Duas perguntas embutidasUma frase, dois assuntos

A quarta linha é a mais fácil de resolver e a menos lembrada: se o cliente chama o seu serviço de um jeito e você cadastrou de outro, o agente não acha. Cadastre os dois nomes, o seu e o dele.

A terceira linha some quase inteira quando o agente lembra do que foi dito antes. Se ele perde contexto, "e o outro?" é impossível de responder.

As três respostas possíveis

RespostaEfeito
Chutar e responder confiantePior de todas. Gera correção e desconfiança
"Não entendi, pode reformular?"Transfere culpa e cansa
Responder o provável e confirmarFunciona quase sempre

A terceira é a que um bom atendente humano faz sem pensar: "acho que você quer saber o preço do serviço completo, é isso? Ele fica R$ X". Você já entregou algo útil e ainda deu à pessoa a chance de corrigir sem esforço.

Repare que ela também é mais rápida: no caso de acerto, a conversa avançou; no caso de erro, o cliente corrige em uma palavra. Pedir para reformular gasta uma rodada inteira mesmo quando dá certo.

Escreva a regra assim: se não tiver certeza do que foi perguntado, responda a interpretação mais provável e confirme na mesma mensagem.

Quando nem isso resolve

Existe o caso em que não há interpretação provável, e aí a escada é curta:

  1. Uma tentativa de esclarecer, com opções concretas em vez de pergunta aberta.
  2. Se ainda não der, chamar uma pessoa sem insistir mais.
  3. Nunca uma terceira tentativa.

O item 1 muda o resultado: em vez de "não entendi", ofereça duas possibilidades. "Você quer saber sobre o corte ou sobre a coloração?" é fácil de responder; "pode explicar melhor?" não é.

Duas tentativas e passa. Terceira tentativa de entender é o momento em que o cliente conclui que está falando com uma parede.

Como reduzir isso no cadastro

  1. Cadastre os nomes que os clientes usam, além dos seus nomes internos.
  2. Inclua as abreviações comuns do seu ramo.
  3. Inclua o vocabulário regional, se o seu público for de uma região específica.
  4. Leia as conversas onde ele não entendeu e cadastre a palavra que faltava.
  5. Garanta que o histórico da conversa esteja sendo lido, para perguntas curtas fazerem sentido.

O item 4 é a rotina que resolve de verdade. Cada "não entendi" registrado é uma palavra ou um assunto que falta no cadastro, já identificado pelo próprio agente. Não é preciso adivinhar nada.

Se a sua plataforma lista as conversas em que o agente não entendeu, essa lista é o melhor roteiro de melhoria que existe, e ele se atualiza sozinho.

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Perguntas frequentes

O que o agente deve fazer quando não entende a pergunta?
Responder a interpretação mais provável e confirmar na mesma mensagem, como um bom atendente faria. Isso entrega algo útil e dá ao cliente a chance de corrigir com uma palavra, em vez de gastar uma rodada inteira pedindo para reformular.
Por que não pedir para o cliente reformular?
Porque soa como se a culpa fosse dele por não ter se explicado, e porque gasta uma rodada de conversa mesmo quando funciona. Se for necessário esclarecer, ofereça duas possibilidades concretas em vez de uma pergunta aberta.
Quantas vezes o agente pode tentar entender?
Duas, no máximo. Uma tentativa de responder o provável e confirmar, uma tentativa de esclarecer com opções, e então passar para uma pessoa. Uma terceira tentativa é quando o cliente conclui que está falando com uma parede.
Como reduzir os casos de não entendimento?
Cadastrando os nomes que os clientes usam além dos internos, as abreviações do seu ramo e o vocabulário regional, e lendo as conversas em que ele não entendeu para cadastrar a palavra que faltou. Cada ocorrência já aponta exatamente o que falta.
Certu
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